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You made me whisper
all I used to keep down deeper;
So promise me you’ll come back
leaving me with no lack

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Onde está tua voz, que não preenchendo meus ouvidos?
Onde estão tuas mãos, que não me envolvendo?
Onde estão teus carinhos, que não me embalando?
Onde estás, que não aqui?
Não és mais um desejo meu, mas ainda és algo que meu coração perdeu!
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Não se importe se, no meio de mil beijos de amor, encontrares um de despedida… Ele não está sozinho, pois ele foi beijado outras mil vezes na minha memória.
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Trecho “O Ginógrafo” de Budapeste, Chico Buarque:
“(…) Eu era um jovem louro e saudável quando adentrei a baía de Guanabara, errei pelas ruas do Rio de Janeiro e conheci Teresa. Ao ouvir cantar Teresa, caí de amores pelo seu idioma, e após três meses embatucado,senti que tinha a história do alemão na ponta dos dedos. A escrita me saía espontânea, num ritmo que não era meu, e foi na batata da perna de Teresa que escrevi as primeiras palavras na língua nativa. No princípio ela até gostou, ficou lisonjeada quando eu lhe disse que estava escrevendo um livro nela. Depois deu pra ter ciúme, deu para me recusar seu corpo, disse que eu só a procurava a fim de escrever nela, e o livro já ia pelo sétimo capítulo quando ela me abandonou. Sem ela, perdi o fio do novelo, voltei ao prefácio, meu conhecimento da língua regrediu, pensei até em largar tudo e ir embora para Hamburgo. Passava os dias catatônico em frente a uma folha de papel em branco, eu tinha me viciado em Teresa. Experimentei escrever alguma coisa em mim mesmo, mas não era tão bom, então fui a Copacabana procurar as putas. Pagava para escrever nelas, e talvez lhes pagasse além do devido, pois elas simulavam orgasmos que me roubavam toda a concentração. Toquei na casa de Teresa, estava casada, chorei, ela me deu a mão, permitiu que eu escrevesse umas breves palavras enquanto o marido não vinha. Passei a assediar as estudantes, que às vezes me deixavam escrever nas suas blusas, depois na dobra do braço, onde sentiam cócegas, depois na saia, nas coxas. E elas mostravam esses escritos às colegas, que muito apreciavam, e subiam ao meu apartamento e me pediam que escrevesse o livro na cara delas, no pescoço, depois despiam a blusa e me ofereciam os seios, a barriga e as costas. E davam a ler meus escritos a novas colegas, que subiam ao meu apartamento e me imploravam para arrancar suas calcinhas, e o negro das minhas letras reluzia em suas nádegas rosadas. Moças entravam e saiam da minha vida, e meu livro se dispersava por aí, cada capítulo a voar para um lado. Foi quando apareceu aquela que se deitou em minha cama e me ensinou a escrever de trás para diante. Zelosa dos meus escritos, só ela os sabia ler, mirando-se no espelho, e de noite apagara o que de dia fora escrito, para que eu jamais cessasse de escrever meu livro nela. E engravidou de mim, e na sua barriga o livro foi ganhando novas formas, e foram dias e noites sem pausa, sem comer um sanduíche, trancado no quartinho da agência, até que eu cunhasse, no limite das forças a frase final: e a mulher amada, cujo leite eu já sorvera, me fez beber da água com que havia lavado sua blusa. (…)”

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Como uma queimadura de terceiro grau, anestesiada… A saudade é tanta, que não existe; o gostar é tanto, que não gosto; cauteriza tanto, que não importa. Não há mais nervos, somente algo queimado. Somente algo que não importa mais, como um punhado de flores secas. Como uma caixa de sentimentos lacrada pelo excesso.
Acabou.
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Para cada centímetro meu
Deixaste um resquício teu
Para cada pedaço teu
Há uma parte de mim que não te esqueceu
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If I had a boat
I would sail to you
Hold you in my arms
Ask you to be true
James Vincent McMorrow – If I Had a Boat
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Por que me prendeste
me esmiuçaste;
sem leste, nem oeste
Me perdi no teu contraste
Vago no teu deserto
inconseqüente
incerto
a procura de algo que me seja conveniente
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I no longer can stay
Will pack my things
Filling my bag with our old days
And whatever memories it brings
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Give me back
Every part of me I’ve lost in you
I will shut our soundtrack
And dry every tear, it’s true


