Não sei se só queria saber se está tudo bem, ou se queria ouvir tua voz…
Não sei quanto tempo se passou, ou se o tempo parou…
Não sei como cheguei até aqui, aos trancos e barrancos fui deixando migalhas nas esquinas…
Acho que queria e quero abrir meu coração, mas não temos tempo, por telefone é muito frio, mas sou vulnerável ao pessoalmente…
Espero que ande lendo meu blog, espero que tenha o endereço…
Ou espero que alguem com quem tenha contato esteja lendo…
Concordo que aqui seja muito público, por isso o tom enigmático…
Mas creio que entenderás…
Saiba que não sentes falta sozinho, também sinto! Saiba que não me amas sem retorno, embora às vezes eu não consiga deixar claro! Saiba que apesar de tu teres te rendido, eu ainda penso em um jeito para que um dia possamos ser, novamente, AMIGOS!
“Obrigado aos homens da floresta. Obrigado à floresta. À terra. Obrigado à nossa terra. Por ser tão nossa quanto somos dela. Por nos dar o privilégio de ver o mundo com olhos brasileiros. Obrigado às terras além da nossa. Por abrirem nossos olhares para um outro mundo. Obrigado às crianças, por virem ao mundo transformar mulheres em mães. Obrigado às mulheres da nossa idade. Às mais jovens. E às jovens há mais tempo. Obrigado ao tempo. E à sabedoria que seus anos trouxeram. Obrigado aos dias, à vida. À rotina que traz beleza a cada dia e nos renova.”
“Sinto saudade das horas de insônia. Saudade das manhãs embaçadas, do rosto inchado no espelho. Das unhas roídas e das horas de espera ao lado do telefone. Saudade de quando você reclamava das unhas roídas. Saudade da dor, do desespero de não saber onde você está e saudade de saber onde você está. Saudade do cheiro do seu quarto e da bagunça do seu cabelo. Saudade do cheiro do seu cabelo e da bagunça do seu quarto. Saudade da sua falta de paciência com o trânsito e do seu horror a boites. Saudade das minhas horas de tristeza quando eu te magoava. Saudade até de te magoar. Saudade do seu amor por mim. Saudade de quando você era capaz de me perdoar. Saudade do mundo que nós criamos. Saudade de não te magoar. Saudade de quando eu fazia alguma diferença na sua vida, saudade de não me sentir triste.
Saudade de sentir só saudade.”
Autor Desconhecido
Recebi nesta quinta-feira (24/09) e-mail de um Autor Desconhecido me “doando” o texto acima… E eu, encantada, o adotei.
Ser louco? Loucura é falar sozinho. Mas é loucura também abrir mão do que nos faz bem. Na verdade é a vida quem nos trás a tona essa insanidade, as vontades súbitas, de em determinado momento ter vontade de gritar, por exemplo, de contar causos às paredes, ou desabafar com nossos cachorros. Imagino que isso possa ser uma boa definição de loucura, por que não?
Pena que não me contento com tal explicação.
Mas em determinado momento, ser louco se resumirá em ações onde não é o esperado que nos torna, desencadeando a incerteza, o medo…
Mas o que fazer? Qual é o remédio que cura esse mal-natural? A tal loucura? A solução mais usada é o tempo, mas e para os impacientes? Outros usufruem da atitude, mas e quem é medroso? E eu, que me enquadro nas duas características? Uso da palavra, ou melhor palavras, no plural! Com cuidado, respeitando seu enorme poder. Nelas eu digo que amo, nelas eu faço e desfaço laços, nelas eu peno, me fortaleço. Prova disso é a história de que uma palavra evita guerras, inúmeros males e crises.
Mas a minha conclusão é essa: sou louco, feliz e infeliz e o pior: sem cura.
Andei pensando sobre nós, sobre nossa relação tardía. Tínhamos o dia todo, e nos resolvemos pela noite. Não nos culpe, o ser humano é assim mesmo, só percebe o que perdeu depois de perder… E hoje me pergunto, o que nós perdemos?
Eu sei o que eu perdi – e o que ganhei: perdi as risadas de praxe de seu desajeito. Ganhei saudades atrasadas. Perdi teus longos braços em volta de meu pequeno semblante. Ganhei você em minha memória ao som de Old Man. Perdi nossas longas tardes na orla do rio. Ganhei nosso nome escrito no banco da praça.