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Nostalgia
setembro 25, 2009, 7:45 pm
Filed under: Desabafos

“Sinto saudade das horas de insônia. Saudade das manhãs embaçadas, do rosto inchado no espelho. Das unhas roídas e das horas de espera ao lado do telefone. Saudade de quando você reclamava das unhas roídas. Saudade da dor, do desespero de não saber onde você está e saudade de saber onde você está. Saudade do cheiro do seu quarto e da bagunça do seu cabelo. Saudade do cheiro do seu cabelo e da bagunça do seu quarto. Saudade da sua falta de paciência com o trânsito e do seu horror a boites. Saudade das minhas horas de tristeza quando eu te magoava. Saudade até de te magoar. Saudade do seu amor por mim. Saudade de quando você era capaz de me perdoar. Saudade do mundo que nós criamos. Saudade de não te magoar. Saudade de quando eu fazia alguma diferença na sua vida, saudade de não me sentir triste.

Saudade de sentir só saudade.”

Autor Desconhecido

Recebi nesta quinta-feira (24/09) e-mail de um Autor Desconhecido me “doando” o texto acima… E eu, encantada, o adotei.

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Fim (provisório) II
setembro 23, 2009, 1:29 am
Filed under: (Des)festividades, Amor, Desabafos, Poemas

Entreguei meu coração
Mas do seu querer me vi banida
Pode ter sido só sensação
Mas seu beijo teve gosto de despedida.



Sem Cura
setembro 22, 2009, 12:39 am
Filed under: Desabafos

Ser louco? Loucura é falar sozinho. Mas é loucura também abrir mão do que nos faz bem. Na verdade é a vida quem nos trás a tona essa insanidade, as vontades súbitas, de em determinado momento ter vontade de gritar, por exemplo, de contar causos às paredes, ou desabafar com nossos cachorros. Imagino que isso possa ser uma boa definição de loucura, por que não?
Pena que não me contento com tal explicação.
Mas em determinado momento, ser louco se resumirá em ações onde não é o esperado que nos torna, desencadeando a incerteza, o medo…
Mas o que fazer? Qual é o remédio que cura esse mal-natural? A tal loucura? A solução mais usada é o tempo, mas e para os impacientes? Outros usufruem da atitude, mas e quem é medroso? E eu, que me enquadro nas duas características? Uso da palavra, ou melhor palavras, no plural! Com cuidado, respeitando seu enorme poder. Nelas eu digo que amo, nelas eu faço e desfaço laços, nelas eu peno, me fortaleço. Prova disso é a história de que uma palavra evita guerras, inúmeros males e crises.

Mas a minha conclusão é essa: sou louco, feliz e infeliz e o pior: sem cura.

Daniel Diniz