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Não Somos Um Poema
dezembro 29, 2010, 3:33 pm
Filed under: (Des)amor, Amor, Poemas

Hora vazios, hora transbordados
Hora enxutos, hora molhados

Essa duplicidade
Me faz crer
Que – Com essa incerteza que me invade –
Rimar não te fará desaparecer.

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Trezentos e Sessenta e Cinco
dezembro 25, 2010, 5:30 am
Filed under: Crônicas, Festividades

O mundo gira em torno do sol, desde que o mundo é mundo. Isso é o fato. Você viverá o bastante para que sua falta seja suficientemente sentida quando se for. Isso é o desejo. Talvez seja essa a emoção geral que contorna os últimos 31 dias do ano, nos quais você preserva ao máximo sua vida para poder dizer: ‘Eu estava lá naquele ano!’. É geralmente por esses dias que você reflete sobre os erros cometidos, e decide acertar no futuro. Mas não se dê ao trabalho, a regra geral é errar novamente. E a afirmação da frase anterior não é pessimismo resguardado… É só uma observação geral, baseada nas minhas e nas promessas daqueles que me rodeiam. Minha teoria é que o fenômeno acontece, geralmente, por que as promessas feitas são aquelas que propõem uma mudança ou de caráter, ou de características pessoais, já que erros que são cometidos em larga escala são normalmente repetidos porque você tem um manual de instruções dentro do sistema nervoso que te obriga a ser assim: Sua personalidade. Mas isso não muda muita coisa, você promete, comemora o fim de ano, assiste ao show de fogos, bebe uma ou duas taças – garrafas – de champagne, passa por mais um ano… E quando percebe, já fez promessas, as quais não cumprirá, de novo.



Extremos
dezembro 11, 2010, 2:40 am
Filed under: Ego, Rápido

Sempre tive uma fobia absurda de estagnar em uma lacuna medíocre, num modo de vida mediano. Entenda isso como um desprezo pelo “nada”, um desprezo pela falta de sensações. Tendo a apreciar um pouco mais pessoas intensas, que alegram-se e entristecem-se com demasia. Afinal, toda balança precisa de desequilíbrio para voltar a equilibrar-se.



Lembrança de Um Sonho Bom
dezembro 9, 2010, 3:42 pm
Filed under: (Des)amor, Desabafos, Sonhos

Tenho-te bem aproveitado, estás sempre presente nos últimos dias – quase todos os dias. Na minha memória fica tudo claro, tudo vivo… Mas como posso transpor em palavras algo nunca sentido? Afinal, estas sensações são só em sonho…

Talvez seja a forma do meu inconsciente alertar que o ponteiro do relógio nunca cansa de correr. Talvez seja meu desespero de ser invadida por sensações inéditas, como seria? Porque afinal, depois que partires, serás só a lembrança de um coração tristonho.