Z


They Stay Down Deep
agosto 31, 2011, 10:46 pm
Filed under: Uncategorized | Tags:

Certas palavras cabem tão bem que parecem – de verdade – que foram escritas só para mim… Aí vai um exemplo:

What’s that you hide behind your back,
nothing but a shadow trap.

What’s that you pressed against your lips,
some sailored words on conjured ships.

And in those ocean eyes of yours,
sea monsters swim in cluttered drawers.

I’m scared they’ll climb out when you weep,
don’t fear, my dear,
they stay down deep.

They stay down deep.

Oh,
What’s that you hide behind your back,
nothing but a shadow trap.



Empty Love
agosto 17, 2011, 10:06 pm
Filed under: Uncategorized

Meus textos de amor já não são mais de amor, esses hoje falam das vísceras, da racionalidade… Não mais escrevo sobre o espectro formado pela mistura de cores da minha pele com a tua, escrevo sobre minha melanina e por vezes até da tua, mas sempre individualmente. Meus cabelos já não mais se confundem com os teus e o brilho do teu olhar não mais reflete no meu. Entretanto, por razões que desconheço tu ainda estas dentro de mim, nossas bocas ainda se unem e eu ainda tento entender a disparidade que nos ronda… Até quando?

20110818-092440.jpg



Crônica de Amor, Afinal…
agosto 3, 2011, 12:11 am
Filed under: Amor, Crônicas, Desabafos, Ego

Para a profissão que escolhi não é pré requisito saber grandes detalhes sobre o funcionamento da mente ou do corpo humano como máquina. Ocupando a posição de leiga no assunto venho hoje dizer o quanto me intriga o meu próprio eu – físico, mental, instintivo, hipócritamente supersticioso.
Não sofro de nenhum tipo de anomalia genética (pelo menos não descoberta até o dia em que lhes escrevo), nenhum tipo de necessidade especial… Sou o reflexo do mais normal ser que já existiu. Uma mortal que não é nem miss, nem assustadoramente feia. De pele não tão escura, e não incrivelmente branca. Meus dedos não são surpreendentemente longos, nem espantosamente curtos. Meus cabelos não são maravilhosos, nem meus seios grandes de mais – não há nada obviamente reparável em mim. Minhas extraordinárias capacidades são a minha imitação de um elefante e minha facilidade absurda com a língua inglesa… Nada muito único.
E no entanto o convívio comigo mesma ainda me explicíta coisas verdadeiramente estranhas. A começar pela minha necessidade de ir contra mim mesma e minhas regras… Se digo X sempre acabo chegando em Y – em um momento qualquer. Se acordo com vontade de comer uma gema, termino o dia desfrutando de uma saborosa clara. Por muitas vezes acho que, em se tratando de mim, a carcaça bruta e o coração metafórico raramente se paralelizam.

Viajo por mim mesma caçando a resposta para a minha maior questão pessoal: Entre meu cérebro físico e metafísico quem é o verdadeiro bulinador? Tenho dentro de mim um par de gêmeos divergentes causadores da angustia que hoje me faz escrever: (Não posso, mas admito. Não quero, mas preciso admitir.) Não preciso, mas te quero. Não te quero, mas preciso.



Crônica de Amor, Afinal…
agosto 3, 2011, 12:11 am
Filed under: Amor, Crônicas, Desabafos, Ego

Para a profissão que escolhi não é pré requisito saber grandes detalhes sobre o funcionamento da mente ou do corpo humano como máquina. Ocupando a posição de leiga no assunto venho hoje dizer o quanto me intriga o meu próprio eu – físico, mental, instintivo, hipócritamente supersticioso.
Não sofro de nenhum tipo de anomalia genética (pelo menos não descoberta até o dia em que lhes escrevo), nenhum tipo de necessidade especial… Sou o reflexo do mais normal ser que já existiu. Uma mortal que não é nem miss, nem assustadoramente feia. De pele não tão escura, e não incrivelmente branca. Meus dedos não são surpreendentemente longos, nem espantosamente curtos. Meus cabelos não são maravilhosos, nem meus seios grandes de mais – não há nada obviamente reparável em mim. Minhas extraordinárias capacidades são a minha imitação de um elefante e minha facilidade absurda com a língua inglesa… Nada muito único.
E no entanto o convívio comigo mesma ainda me explicíta coisas verdadeiramente estranhas. A começar pela minha necessidade de ir contra mim mesma e minhas regras… Se digo X sempre acabo chegando em Y – em um momento qualquer. Se acordo com vontade de comer uma gema, termino o dia desfrutando de uma saborosa clara. Por muitas vezes acho que, em se tratando de mim, a carcaça bruta e o coração metafórico raramente se paralelizam.

Viajo por mim mesma caçando a resposta para a minha maior questão pessoal: Entre meu cérebro físico e metafísico quem é o verdadeiro bulinador? Tenho dentro de mim um par de gêmeos divergentes causadores da angustia que hoje me faz escrever: (Não posso, mas admito. Não quero, mas preciso admitir.) Não preciso, mas te quero. Não te quero, mas preciso.