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(Auto)(Des)mistificação
novembro 25, 2010, 8:13 pm
Filed under: Crônicas, Ego, Música, Vídeo

Partilho da opinião de que o ser deve buscar por um auto conhecimento duradouro, tal que, mesmo obsoletando-se, parta de um mesmo princípio, de uma mesma característica mãe. Eu, por exemplo, transitei entre diversos estilos e ideais até o dado momento, mas sempre me concentrei num mesmo modo de ser, de certa forma intocável, com uma personalidade, entre aspas, medalhão*… Ser intocável, pra mim, é não deixar-se invadir (verdadeiramente) por mais de uma ou duas pessoas por década, ser corpo fechado para pragas e sentimentos que meçam menos de 3 metros e 67 centímetros… É criar um mundo interno com todos os As necessários – água, alimento, ar e agasalho -, e viver bem dentro de si mesmo com apenas estes. Mas não se assuste com a minha auto caricatura, eu não toco mundo pelas beiradas, e muito menos tiro dele menos do que ele pode me dar… Eu apenas não misturo o chocolate com o chantilly, tomo sempre um de cada vez.

*Vide o conto “Teoria do Medalhão”, de Machado de Assis

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Estaca Zero
maio 2, 2010, 11:13 pm
Filed under: Desabafos, Música

turn out the light
and what are you left with
open up my hands
and find out they’re empty
press my face to the ground
i’ve got to find a reason
just scratching around
for something to believe in

Something To Believe In – Aqualung



Só Por Uma Noite
março 30, 2010, 3:52 pm
Filed under: (Des)festividades, Amor, Desabafos, Música

Eu procurei em outros corpos encontrar você
Eu procurei um bom motivo pra não, pra não falar
Procurei me manter afastado
Mas você me conhece eu faço tudo errado, tudo errado

Fim de semana, sei lá vou viajar
Vou me embalar, vou dar uma festa
Eu vou tocar um puteiro
Eu vou te esquecer, nem que for..

Só por uma noite

Charlie Brown Jr.



Enquanto…
março 22, 2010, 7:54 pm
Filed under: Amor, Desabafos, Música

Quantas coisas eu ainda vou provar?
E quantas vezes para a porta eu vou olhar?
Quantos carros nessa rua vão passar
Enquanto ela não chegar?
Quantos dias eu ainda vou esperar?
E quantas estrelas eu vou tentar contar?
E quantas luzes na cidade vão se apagar
Enquanto ela não chegar?
Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
Quantas besteiras eu ainda vou pensar?
E quantos sonhos no tempo vão se esfarelar?
Quantas vezes eu vou me criticar
Enquanto ela não chegar?
Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar

Enquanto Ela Não Chegar – Barão Vermelho



Can’t Let Go of What’s In Front of Me
março 1, 2010, 7:01 am
Filed under: (Des)festividades, Amor, Desabafos, Festividades, Música

I know you’re leaving in the morning
When you wake up
Leave me with some kind of proof it’s not a dream

The only exception – Paramore



Metade
dezembro 22, 2009, 8:13 pm
Filed under: Música

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Oswaldo Montenegro



So close
novembro 6, 2009, 8:01 pm
Filed under: Festividades, Imagens, Interesses, Música

JohnMayerBattleStudies

Dia 17 de novembro novo CD do Rei (nada de Roberto Carlos ou Pelé para mim).