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Labareda
junho 16, 2012, 10:10 am
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No escuro qualquer luz é chama
No silêncio qualquer suspiro é grito;
Qualquer pedaço do teu corpo transpirando minha cama
É o que busco nesse meu escrito

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let me deal my soundtrack
maio 25, 2012, 3:22 am
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I know I’m the only person in my world
‘n I’m aware I am the one who can comprehend
So who says I can’t talk to myself?
That if I do, no sanity will stand?

And what if I get myself on a wrap?
If I decide to count the walls and fences holding me back?
So what? No need to worry
‘Cuz I know the moves to play another track



Tentando entender o que deu errado
maio 21, 2012, 11:48 pm
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Nossa promessa era a de agir sem artimanhas,
Pois, juntos, transformávamos a banalidade em coisa férvida.
Não espere me ver mover montanhas,
Mas por que fazer de nós essa terra tão árida?



Just That
maio 21, 2012, 4:50 am
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But you didn’t have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don’t even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn’t have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don’t need, that though
Now you’re just somebody that I used to know



No Rhyme Poem
maio 18, 2012, 7:28 am
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we will never be broken
‘cuz we will never be at all
and as tears wash my face
I try to find a way to say farewell

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No espelho que és
março 20, 2012, 8:16 am
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É por ti
que meu reflexo brilha
sem padecer

Pois foi em ti
que fiz de mim
o que eu queria ser

 



Rayuela
março 15, 2012, 3:50 am
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Com quantas palavras se escreve um amor?

“Toco a sua boca com um dedo, toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se, pela primeira vez, a sua boca entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que minha mão escolheu e desenha no seu rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade, eleita por mim para desenhá-la com minha mão em seu rosto, e que, por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que minha mão desenha em você. Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de ciclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõe-se, e os ciclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem, com um perfume antigo e um grande silêncio. Então as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se estivéssemos com a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água.

Rayuela – Julio Cortázar